Todo o conteúdo a seguir é um Conceito desenvolvido pela autora e designer Erika Karpuk. Proibido reprodução sem autorização da proprietária 

A Decoração Subvघरsiva é um conceito (não um estilo)

Meu trabalho é o reflexo da Mulher em construção que Sou. E se Sou Subvघरsiva em essência, o design é a minha ferramenta para questionar sistemas e sensibilizar corações.

É um conceito inédito, criado à partir da minha experiência profissional e a desconstrução dos padrões elitistas e lineares da arquitetura e decoração convencional.

A Decoração Subvघरsiva, usa o universo do Morar, para descontruir os padrões de perfeição impostos pelo consumismo, que fazem você querer o que não tem e desvalorizar o que já existe na sua vida.

Usando a filosofia e o autoconhecimento como base para reflexões, uso a casa e tudo o que nela existe, como uma poderosa ferramenta para analises profundas sobre a existência.

A Decoração Subversiva mostra que é possível Morar Bem, derrubando a ordem determinada pelo patriarcado capitalista, que engessa a vida, através de padrões, modismos e tendências.

A Decoração Subversiva desconstrói as regras impostas sobre o poder de escolha do indivíduo, sobre os conceitos de morar bem e da decoração ideal.

A Decoração Subversiva diz para usar tudo o que já tem, valorizar e ressignificar, construindo a realidade e o Bem Estar no seu Lar sem depender do que é novo e perfeito.

A Decoração Subversiva faz você aceitar e amar sua Casa como ela é, sem comprar nada novo nem trocar o que existe, deixando o consumo apenas como a última opção.

Quando você aceita e começa a amar sua Casa como ela é, o sentimento de cuidar acontece naturalmente

Amar seu Lar é um Ato Subversivo

Quando você deixa de querer o que está fora, e começa à ressignificar espaços, móveis e objetos que já existem, você transforma o seu Morar numa ferramenta de transformação socioeconômico ambiental, quebrando o ciclo do consumo.

Quando você começa à consumir o essencial pra sua vida questionando o processo de produção de cada item, a indústria é impactada, sendo obrigada a buscar novas soluções para se adequar às exigências do consumidor.

Muitas industrias já entenderam o recado, e estão na corrida contra o prejuízo financeiro futuro, porque sim, ele vai acontecer.
Porém, para a indústria, o prejuízo é ‘apenas’ financeiro.

O maior impactado é o meio ambiente, e tudo o que dele depende, incluindo nós humanes. E isso sim, é um prejuízo incomensurável, talvez irreversível.

Expandir a Consciência é um ato Subversivo

No Brasil são gerados 122 mil TONELADAS ao dia* de Resíduos de Construção e Demolição (RCDs) e 70% desse número assustador refere-se à Construção Informal.

A Construção Informal é aquela gerada por Pequenas Reformas, geralmente sem alvará, onde são retirados os revestimentos antigos de piso e parede, trocas de pedras de bancada de pia e piso, troca de forro e paredes de gesso, e todos os itens referentes à uma reforma e decoração de ambientes. Um exemplo é a troca de revestimentos que geram um saco de entulho de 40kg a cada 1m2 de azulejo retirado.

Quase tudo o que sobra das construções e reformas é jogado fora!
Apenas 1/5 de RCD(Resíduo da Construção e Demolição) gerados ao ano são aproveitados (são 44 milhões/toneladas), e o descarte é material suficiente para construir quase 4 milhões de casas populares sabia disso?

*dados Abrelpe – Panorama 2020

Usar a Criatividade é um ato Subversivo

A indústria diz através do Marketing Abusivo:
Se empodere, seja você, use a criatividade, coloque a mão na massa, desde que siga as tendências que eu dito e compre o que eu te ofereço‘.

O Poder Criativo foi afogado por um mar de ideias, soluções e ‘kits faça você mesmo” que nos cercam por todos os lados. Não precisamos criar nada, porque basta entrar no perfil do influencer ou no app de referencias, que tudo está lá #sqn

A indústria propaga as tendências através das mídias, redes sociais, feiras do setor, mostras de arquitetura e decoração, num esquema milionário de marketing, usando agencias de intermediação entre marcas e influencers, que são pagos para divulgar o produto de uma forma leve, descontraída e natural. O que é bem maquiavélico ao meu ver, porque quem roda o feed ou liga a tv ou entra no app de referencias, começa a ver a mesma referencia estética se ‘acostumando’ com ela.

Quando nossos olhos se voltam ao que está fora, deixamos de olhar para o que está ao redor, e as referencias pessoais acabam sendo distorcidas e influenciadas pelo padrão estético escolhido da vez. E é ai que nomeio esse marketing como abusivo, pois me lembra o Gaslighting, uma forma de abuso psicológico, no qual o abusador distorce as informações ou as inventa, com a intenção de fazer a vitima duvidar da sua percepção e sanidade.

Esquecemos do nosso Poder Criativo! Não acreditamos que podemos criar sem que dependamos de referencias externas.

Esquecemos do nosso Poder de Ação! Não acreditamos que podemos consertar as coisas nem usar a criatividade para fazer as manutenções da casa.

Esquecemos da nossa Capacidade Cognitiva! Não buscamos informação com profundidade, e aceitamos qualquer ditatura imposta pelo marketing abusivo orquestrado pela Industria.

A questão não é buscar referencias nas redes sociais. O problema é como somos manipulados à acreditar que não temos capacidade de encontrar soluções através da nossa própria criatividade. Quando não usamos nosso Poder Criativo ele atrofia, e ficamos mais vulneráveis ao controle do Marketing abusivo.

Autoconhecer-se é um ato Subversivo

Autoconhecimento é o caminho de despertar para si mesme, e a maneira mais verdadeira de encontrar as respostas sobre tudo o que precisa na sua vida, inclusive como precisa e quer viver.

Para ressignificar a sua Casa e o seu Morar, é preciso identificar onde os padrões foram plantados. Geralmente os padrões distorcidos criam raízes em lugares vulneráveis, onde existem crenças limitantes sobre si mesme.

Quanto mais se conhece, mais se liberta das prisões de ilusão criadas pelo consumismo.

Vivemos no mundo Capitalista Patriarcal e já temos provas suficientes que o sistema não é sustentável para uma sociedade igualitária de direitos e oportunidades, nem considera a preservação do meio ambiente como prioridade para a nossa sobrevivência.

Nossa Casa é o reflexo de quem Somos. E Somos seres únicos, criativos e habilidosos. Precisamos desconstruir as limitações ilusórias e esquecer as imposições da Industria. Ninguém pode ditar como você deve morar, viver, construir, criar e Ser.

Sua Casa é mais incrível do que você à enxerga nesse momento, e a mudança é possível, dentro e fora desses Lares onde reside. Ressignificar os conceitos, o olhar e o bem estar depende da sua intenção e propósito. O consumo do ‘novo e perfeito’ precisa ser consciente e deve acontecer apenas como última alternativa, afinal

“a gente não precisa de paredes perfeitas pra ser feliz”

Subversiva na Vida e na Decoração

Erika Karpuk

Sou Subvघरsiva em essência, o design é a minha ferramenta para questionar sistemas e sensibilizar corações.

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